domingo, 31 de julho de 2011

18 Características de um bom mentiroso

Já dizia o doutor House: as pessoas mentem. Algumas, muito mais e muito melhor do que as outras. Por isso, é normal desconfiar das histórias absurdas do amigo ou acreditar que o seu colega de trabalho pode ser um psicopata. Mas não há motivos para a paranoia.

A revista Scientific American mencionou recentemente o trabalho de uma equipe de pesquisadores liderados pelo psicólogo holandês Aldert Vrij, da Universidade de Portsmouth, que listou características típicas de mentirosos convicentes para ajudar a identificá-los:

1- São manipuladores. Segundo o artigo, manipuladores mentem frequentemente e não têm escrúpulos morais – por isso, sentem menos culpa. Eles também não têm medo de que as pessoas desconfiem e não precisam de muito esforço cognitivo para fazer isso. A coisa meio que acontece naturalmente.

2- São bons atores. Quem sabe atuar tem mais facilidade em mentir e se sente confiante ao fazer isso, pois sabe que é capaz de fingir muito bem. (Antes que comece a polêmica, não estamos dizendo aqui que bons atores são necessariamente mentirosos. A lógica é oposta: bons mentirosos é que são, geralmente, bons atores)

3- Conseguem se expressar bem. “Pessoas expressivas geralmente são benquistas”, dizem os pesquisadores. Elas dão uma impressão de honestidade porque seu comportamento sedutor desarma suspeitas logo de início, além de conseguirem distrair os outros facilmente.

4- Têm boa aparência. Pesquisas já mostraram que pessoas bonitas tendem a ser mais queridas e vistas como honestas, o que ajuda quem curte enganar os outros.


5- São espontâneos. Para acreditarmos num discurso, ele precisa parecer natural. Quem não tem a capacidade de ser espontâneo acaba parecendo artificial – e fica difícil convencer alguém desse jeito.

6- São confiantes enquanto mentem. Bons mentirosos geralmente sentem menos medo de serem desmascarados do que as outras pessoas. Então, mantêm uma atitude confiante em relação à sua habilidade de mentir.

7- Têm bastante experiência em mentir. Assim como nas outras coisas, o treino também leva à perfeição quando se trata de mentir. Quem está acostumado a isso já sabe bem o que é necessário para convencer as pessoas e conseguem lidar mais facilmente com suas próprias emoções.

8- Conseguem esconder facilmente as emoções. Em algumas situações mais arriscadas, mesmo um mentiroso veterano pode sentir medo e insegurança. Nesse caso, é fundamental conseguir camuflar bem essas emoções. Além disso, já dissemos que mentirosos geralmente são pessoas expressivas, né? Pois é: eles costumam ser bons em fingir sentimentos que não estão realmente sentindo, mas também tendem a manifestar seus verdadeiros sentimentos espontaneamente. Por isso, é necessário ter habilidade em mascará-los para que não venham à tona.

9- São eloquentes. Pessoas eloquentes conseguem confundir mais facilmente as pessoas com jogos de palavras e conseguem enrolar mais nas respostas caso lhe perguntem algo que exija outras mentiras.

10- São bem preparados. Mentirosos planejam com antecedência o que vão fazer ou dizer para evitar contradições.

11- Improvisam bem. Mesmo estando preparado, é preciso estar pronto a improvisar caso alguém comece a desconfiar da história que ele inventou ou as coisas não saiam como esperava.

12- Pensam rápido. Para improvisar bem, é preciso pensar rápido. Quando imprevistos acontecem, e fica fácil desconfiar quando a pessoa fica sem resposta ou tenta ganhar tempo dizendo “ahhn” ou “eee”. Bons mentirosos não têm esse problema e conseguem pensar em uma saída rapidamente.

13- São bons em interpretar sinais não verbais. Um bom mentiroso está sempre atento à linguagem corporal do seu ouvinte e consegue interpretar sinais não-verbais que possam indicar desconfiança. Caso identifique indícios de suspeitas, ele muda de atitude ou melhora a história.

14- Afirmam coisas que são impossíveis de se verificar. Por motivos óbvios, bons mentirosos costumam fazer afirmações sobre fatos que sejam impossíveis de se provar e evitam inventar histórias mirabolantes que poderiam ser facilmente desmascaradas.

15- Falam o mínimo possível. Quando é impossível falar algo que não pode ser verificado, o mentiroso simplesmente não diz nada. Se a peguete pergunta ao mentiroso onde estava naquela noite em que não atendeu ao telefone, ele vai preferir responder algo como “honestamente, eu não me lembro”. Melhor do que inventar que teve de levar a avó ao médico. Quanto menos informação fornecer, menos oportunidade ele terá de ser desmascarado.

16- Têm boa memória. Quem quer desmascarar um mentiroso procura por contradições no seu discurso, porque muitas vezes eles podem simplesmente se confundir ou esquecer detalhes que inventaram. Mas não se impressione se a pessoa conseguir se lembrar e repetir cada vírgula do que lhe contou anteriormente. Bons mentirosos geralmente têm ótima memória.

17- São criativos. Eles conseguem pensar em saídas e estratégias que você nunca imaginaria. Mas não se deixe levar pelo seu brilhantismo – afinal, é isso o que eles querem.

18- Imitam pessoas honestas. Mentirosos procuram imitar o comportamento que, no imaginário das pessoas em geral, são típicos de quem só diz a verdade – e evitam se parecer com a imagem que se tem dos mentirosos.

Apesar deste parecer um manual para ajudar as pessoas a mentir melhor, os pesquisadores têm certeza de que essa lista não é capaz de melhorar a capacidade mentirosa de ninguém. Isso porque a maioria dessas características são inerentes à pessoa e têm a ver com aspectos da sua personalidade. Para a ciência, o melhor mentiroso é aquele que nasceu assim.

fonte:  superinteressante

sábado, 30 de julho de 2011

Novo cd do Forfun - alegria compartilhada

Boa noite gente, olha eu aqui, dessa vez escrevendo mesmo, ultimamente tava só no ctrl+c ctrl+v, enfim, hoje estou aqui para falar do novo cd do Forfun, para quem acompanha o Forfun, sabe que eles deixaram, desde o cd Polisenso, de ser aquele bando de moleques para fazer um som com mensagens positivas, boas vibrações e com uma espiritualidade muito grande. Esse novo cd continua na mesma linha do Polisenso, com uma mistura de ritmos eletronicos, reggae, ska, rap e Rock, eu gostei bastante.
Agora quero falar da banda em si, eu gostei muito da atitude deles de produzirem um cd e disponibilizarem para download no próprio site, tudo bem que tem artistas que disponibilizam cds antigos, mas porra, o cd novo, lançaram no site. O mais legal ainda é que nesse download que voce faz vem junto as letras, as cifras, o encarte e a arte feita para o cd.
Enfim, eu sei que eu falo muito enfim... mas.. eu aconselho a todos deixarem um pouco de lado o preconceito por a banda antigamente ser "Pop teen rock" (sei lá se existe esse estilo, mas considero isso, uma banda de rock feito para adolescentes) e parem para escutar o novo cd deles.
Abraços
Para fazer o download, só entrar no site:: www.forfun.art.br
Confira o clipe "Quem vai, vai"



sexta-feira, 29 de julho de 2011

Oradour Sur Glane uma história

Cidade Mártir 
A divisão SS "Das Reich" caminha para a frente  aberta no norte de França, na Normandia. Na véspera, esta divisão tinha ficado em Tulle. Aí, ela deportou 149 pessoas e enforcou 99 nas varandas da cidade. Em Oradour, a sua extrema violência vai desencadear-se ainda mais.  
Na manhã de 10 de junho de 1944, os tanques de soldados alemães chegam a Oradour-sur-Glane. Esta aldeia pacífica, próxima de Limoges, conta ao total 1200 habitantes.

A Companhia que acaba de chegar pertence à divisão SS Das Reich, do general Lammerding.


À tarde, o burgo é cercado e a população reunida no local da feira, sob o pretexto de uma verificação de identidade, sem esquecer as crianças nas escolas.

As SS procedem com calma e a população obedece sem protestar.


 Os homens são separados das mulheres e crianças. São divididos em seis grupos e cada grupo é conduzido para um celeiro. Quando por fim eles foram todos fechados nos celeiros, cheios de feno e palha, os SS lançaram granadas para o interior.

As mulheres e crianças foram fechadas na igreja, onde os alemães colocam uma caixa de explosivos e palha. O fogo lavra pelo edifício, como anteriormente pelos celeiros.

Com a «obra» terminada, os SS pilham a aldeia e acabam por a incendiar. No total, fazem 642 víctimas. Entre elas 246 mulheres e 207 crianças, das quais 6 com menos de 6 meses, que foram queimadas dentro da Igreja.

Oradur-sur-Glane tornou-se, na Europa Ocidental, o símbolo da barbárie nazi.
  Massacre das mulheres e crianças


O grupo fechado na igreja consta de todas as mulheres e crianças da aldeia. Os soldados colocam na nave, perto do coro, uma espécie de caixa bastante grande da qual saíam uns cordões que eles espalharam pelo solo. Os cordões foram acesos, o fogo propagou-se até ao engenho, que continha um gaz asfixiante (era a solução prevista), e explode, por engano; um fumo negro, espêsso e sufocante se liberta. Os tiros ecoam por toda a igreja; depois a palha, pedaços de madeira e cadeiras são lançados sobre os corpos que jazem pelo chão. Os nazis lançam-lhe fogo. O calor é de tal modo elevado que, à entrada desta igreja, se poderá ver o sino fundido e destruído sobre o solo. Destroços de 1,20 m de altura cobriam os corpos.        


Uma única mulher sobreviveu deste massacre:

Marguerite Rouffanche, nascida em Thurmeaux.
O seu testemunho constitue tudo o que é possível saber do drama.
Ela perdeu nesta carnificina, o seu marido, seu filho, as suas duas filhas e o seu neto de 7 meses.

O coro da igreja era constituído de 3 janelas. Mme Rouffanche conseguiu ir até à do meio, a maior, com a ajuda de um escadote que servia para acender as velas,e conseguiu atingi-la. Como o vitral se encontrava partido ela lançou-se pela abertura. Depois de uma queda de 3 m, embora ferida conseguiu, através das altas ervas atingir um quintal vizinho. Dissimulada  entre as filas das ervilheiras foi encontrada no dia seguinte cerca das 17 horas.

Outros massacres

Os SS inspeccionam de novo as casas da aldeia; eles matam todos os habitantes que tinham podido escapar nas suas primeiras buscas, em particular aqueles que o seu estado físico tinham impedido de se juntar aos outros. É assim que as equipas de socorro encontram, em diversas habitações, os corpos queimados de vários idosos impotentes.
Um enviado especial das FFI, presente em Oradour nos primeiros dias, informa que foram retirados de um forno de padeiro, os restos calcinados de 5 pessoas: o pai, a mãe e os seus 3 filhos.
Num poço de uma quinta encontraram numerosos cadáveres, em estado de decomposição demasiado elevado para serem identificados; foram deixados no local.
Ao total, 664 pessoas foram massacradas nesse dia, onde a barbárie atingiu o seu apogeu.


Depois da guerra, o general de Gaulle decidiu que a aldeia não fosse reconstruída, mas que se tornasse em memorial à dor da França durante a ocupação.

A reconstrução do novo burgo da comunidade de Oradour-sur-Glane foi prevista, noutro local, desde julho 1944.
Em 1999, a aldeia foi nomeada «aldeia mártir» pelo presidente Jacques Chirac. Desde esta data, o «Centro de memória» une as ruínas ao novo burgo, graças a uma exposição permanente cobrindo todo o contexto. Este centro de documentação prepara o visitante para a visita da aldeia mártir.


O conjunto do memorial e da aldeia mártir fazem de Oradour-sur-Glane o local mais visitado do Limousin.

(cerca de 300 000 pessoas por ano)





PARA QUE A MEMÓRIA DOS HOMENS
NÃO SEJA CURTA!!!
Cplaborador Luiz Fittipaldi Neto
 
copia de: http://dudelamonica.blogspot.com/2011/05/historia-10-de-junho-1944-oradour-sur.html

terça-feira, 26 de julho de 2011

A GENTE SE ACOSTUMA

Olá pessoal, sei que ando meio em falta com o blog, mas sei lá, ultimamente ando meio sem tesão pra atualizar, enfim, lendo uns textos na net, achei um muito interessante, que me lembrou a musica Ouro de tolo do raul.. mas enfim, segue abaixo o texto de Marina Colassanti

"Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e não ver vista que não sejam as janelas ao redor. E porque não tem vista logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma e não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, se esquece do sol, se esquece do ar, esquece da amplidão.

A gente se acostuma a acordar sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder tempo. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.


A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E não aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números, da longa duração. 


A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: “hoje não posso ir”. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisa tanto ser visto.  


A gente se acostuma a pagar por tudo o que se deseja e necessita. E a lutar para ganhar com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.


A gente se acostuma a andar nas ruas e ver cartazes. A abrir as revistas e ler artigos. A ligar a televisão e assistir comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.  


A gente se acostuma à poluição, às salas fechadas de ar condicionado e ao cheiro de cigarros. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam à luz natural. Às bactérias de água potável. À contaminação da água do mar. À morte lenta dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinhos, a não ter galo de madrugada, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta por perto.  


A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta lá.


Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua o resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem muito sono atrasado.


A gente se acostuma a não falar na aspereza para preservar a pele. Se acostuma para evitar sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.



A gente se acostuma para poupar a vida. 
Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.  "

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Giethoorn, uma vila sem ruas

Giethoorn, conhecida como a "Veneza do Norte" ou "Veneza dos Países Baixos", é uma das cidades nos Países Baixos onde a circulação de carros foi proibida. Ela tornou-se famosa, especialmente depois de 1958, quando o cineasta holandês Bert Haanstra fez a comédia Fanfare lá. Por causa disso, Giethoorn é uma atração turística conhecida internacionalmente. Na parte velha da vila, não há ruas e sim vias para uso de bicicletas, e todo o transporte é feito sobre a água dos vários canais da cidade.